José Bonifácio – Uma vida a mais - F.E.Jacob (Alexandre Garcia)
É matando o passado que se manipula o futuro
O Brasil é um país sem heróis. Não que ele não os tenha tido, mas porque eles são sistematicamente assassinados – depois que morrem. Quer pelo ostracismo, quer pelas revisões de fatos históricos. Mas somos tão carentes de modelos de comportamento que na falta de heróis, frequentemente os buscamos nos vencedores, especialmente nos esportes, muitos de moralidade duvidosa.
Mas por que isso acontece? Para os grupos que almejam implantar ideologias revolucionárias e chegar ao poder, a cada geração aumentar o nosso complexo de vira-latas e convencer o povo que nossa nação não possui nada que valha a pena ser defendido é parte fundamental de qualquer estratégia.
Talvez, ou provavelmente por isso, as novas gerações não sabem sequer quem foi José Bonifácio. Na cultura hedonista da juventude atual, narrar como um apaixonado pelo conhecimento, estudioso de mineralogia, direito, botânica, ciência política, poesia, literatura e diversas outras áreas, se tornou peça chave da Independência do Brasil, quando de repente foi tragado pela política do seu tempo, é fornecer um perfeito exemplo a ser seguido. Perfeito até demais.
Assim, apenas falar sobre ele não é mais o suficiente, é preciso trazê-lo para os dias atuais, confrontando-o com políticos corruptos, professores marxistas, padres ativistas, ONGs picaretas, estudantes de humanas e todas toda uma classe de auto-ungidos que se veem em um patamar acima das pessoas comuns; este sim nossos heróis anônimos, que, sem apoio ou sem fama, a cada dia trabalham por um país melhor.
E é isso que José Bonifácio – Uma vida a mais, de F. E. Jacob, faz, transportando o Patriarca da Independência para 2020, transformando o personagem histórico em um personagem literário, revelando como ele ainda tem muito a contribuir para a nossa nação. E como ainda precisamos de heróis.
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